segunda-feira, 3 de outubro de 2022

O Reino da Doxa (Opinião) II

Alguns séculos antes de Cristo os sofistas relutavam  adotar um critério objetivo do conhecimento verdadeiro além do que aprendia pelos sentidos e pela experiência.
A causa residia na variedade do princípio de conhecimento: a água, fogo, a mente, os números, etc.
O argumento é simples: se a maioria dos "sábios" não chegam a um acordo, então não existe um conhecimento verdadeiro sobre certas coisas: estamos de acordo sobre a existência desta árvore à nossa frente, mas não sobre o que é justiça.
Dos sofistas passemos ao nominalismo de Ockham do século XIV: a semente de que a ideia não existe fora da mente que a concebe, a separação radical das espécies de conhecimento (Teologia e Filosofia, por exemplo) e a teoria que o conceito mais simples deve ser preferido nas ciências. 
O nominalismo foi o carro chefe do que se seguiu depois e culminou no Iluminismo Francês. Aqui vemos que o homem é concebido à parte e em pedaços até chegar em Hegel e finalmente no marxismo. O positivismo arrematou estas ideias.

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