Pitágoras parece ter sido o primeiro a perceber, ao menos no registro histórico, que a sabedoria não é um estado fixo do ser humano.
É comum acreditar que seguindo determinados passos se chega ao que se acredita ser "sabedoria" e que este se mantenha por si.
Não obstante, se segue acreditando que o "sábio" recebe prêmios pela aquisição da "sabedoria": riqueza, poder, boa saúde, etc.
Mas, afinal, que raios é isso de "sabedoria"?
O já mencionado Pitágoras se definia como "filósofo", de filos (amor) e sophos "sabedoria ". A distinção é de suma importância, pois o filósofo (ao menos os clássicos) consideravam pretensioso o título de "sábio". Posteriormente o termo "sofista" iria adquirir um teor negativo na avaliação de Platão e Aristóteles.
Deste modo, o filósofo vê a sabedoria como um caminho e uma meta elevada. Como o universo é um mistério perene e a capacidade humana é limitada, por mais genial que seja um homem, teremos sempre o que aprender.
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