Na pedagogia clássica aquele que aprende (seja aluno ou discípulo) deve se entregar com reverência ao estudo. Não há atitude "lúdica" no ensino.
O método de ensinar não é necessariamente enfadonho ou rígido, mas aprender deve ser distinto das atividades lúdicas. Como dizia Gustavo Corção, repetindo as palavras de sua mãe ao lhe ensinar matemática: é hora de aprender, não de brincar.
O ensino clássico exige virtudes, dos quais o estudante moderno declina ao menos em boa parte. O estudo não se torna agradável ao aprendiz: este tem que exercitar sua vontade, paciência e disciplina. É vencer a si mesmo já desde criança.
A tradição desempenha papel importante: os autores que vieram antes, seja por décadas, séculos ou milênios, têm muito a nos ensinar.
Platão e Aristóteles, por exemplo, se debruçaram nos mesmos problemas que nós. Não seria novidade se soluções que eles apontavam pudesse ajudar os modernos, desde que estes tenham a humildade de procurar.
Infelizmente o ensino moderno desdenha a cultura clássica e incentiva a "opinião", se apertando das virtudes.
Não devemos se entregar ao mundo da crítica: ao contrário, devemos seguir o exemplo dos primeiros Cristãos, que em meio à dura perseguição, usavam as catacumbas para se instruírem nos textos da revelação e também nos clássicos dos pagãos.
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