Depois de dominada a estrutura da linguagem e adquirido certa plasticidade no uso das palavras (o que não se deve entender de forma absoluta) podemos abordar o nível ainda mais complexo que os anteriores: o das ideias.
Uma simples palavra, neste nível, adquire significado específico que é válido dentro de um sistema de pensamento. Isto é algo que transcende à "figura de linguagem" e torna a palavra (termo) e sua definição (conceito) incompreensível para uma grande parte da humanidade.
A palavra "substância", por exemplo, para nós modernos é semelhante à matéria (a madeira desta mesa). Para Aristóteles esta palavra designa a essência (forma) com a matéria que subsiste por si mesma. Note-se que não consideramos a "forma" interna na definição moderna.
Pode parecer uma simples questão acadêmica, mas é através das "ideias" que interpretamos a Realidade, ou seja, que agimos dentro da esfera das ações humanas. Seja analfabeto ou doutorado, o ser humano "age" por ideias - quer sejam oriundas de si mesmo ou alheias.
Richard Weaver em seu livro "As ideias têm consequências" (1948) afirma que a maioria das pessoas segue ideias alheias, mesmo sem perceber e - ainda mais trágico - a humanidade paga caro por seguir ideias equivocadas...
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